O Vinho Verde não é verde
De onde vem o nome, porque é que há Vinho Verde tinto e como escolher entre um Loureiro, um Alvarinho e um Avesso.
Vinho Verde é o nome de uma região, a DOC Vinho Verde, no noroeste de Portugal. O "verde" não é a cor: refere-se a uma paisagem húmida e verde e, tradicionalmente, a vinhos jovens, bebidos no ano seguinte à vindima, frescos e de acidez alta.
Branco, tinto, rosé e espumante
A maior parte do Vinho Verde que se exporta é branco, leve e às vezes com uma ligeira agulha. Mas no Minho bebe-se há séculos Vinho Verde tinto, feito sobretudo da casta Vinhão: escuro, ácido, servido fresco e muitas vezes em malga, com o cozido, a lampreia ou as papas de sarrabulho. Há também rosés e espumantes.
Uma região, nove sub-regiões
A região divide-se em nove sub-regiões, e as diferenças sentem-se no copo. Em Monção e Melgaço, mais abrigada do mar, o Alvarinho dá brancos com mais corpo e longevidade. No vale do Lima, o Loureiro é floral e leve. Em Baião, junto ao Douro, o Avesso ganha textura. Em Amarante e Basto, o Azal é cortante.
Como escolher
- Para a esplanada e o peixe grelhado: um Vinho Verde jovem de lote, ou um Loureiro.
- Para marisco e polvo: um Alvarinho de Monção e Melgaço.
- Para pratos de bacalhau com mais gordura: um Avesso ou um Alvarinho com estágio em borras.
- Para provar algo diferente: um Vinhão, bem fresco.
Sirva os brancos a 8–10 °C. Muitos Alvarinhos e Avessos aguentam, e melhoram, três a cinco anos de garrafa.